Acabou! Esse ano não deu para curtir muita coisa por pura falta de tempo. Ainda tem a repescagem — a maioria com filme cabeça demais, mas se der tempo vejo mais alguma coisinha.
VENTOS DO ZERO (Dir. Toshi Shoya. Japão, 2007)
Baseado em uma história verídica sobre a luta de uma viúva que tenta mudar as frágeis leis de trânsito japonesas após perder o filho em um atropelamento. O filme tem grandes momentos, mas em outros cai no chororô fácil. Após a sessão, troquei uma idéia com o diretor e com a verdadeira mãe e disse que precisamos de pessoas como ela para mudar esse trânsito ignorante e estúpido daqui.
DOL (Dir. Hiner Saleem. Curdistão/Alemnha/França, 2007)
O drama e as merdas de personagens curdos que vivem se desgraçando na fronteira da Turquia, Irã e Iraque. O filme não é grande coisa, mas nunca é demais conhecer outras culturas, nem que seja por meio de filmes. Sim, valeu a pena.
GLÓRIA AO CINEASTA (Dir. Takeshi Kitano. Japão, 2007)
Pseudo-documentário sobre um cineasta (Kitano) que tenta entender sua carreira na busca de idéias para produzir o próximo filme. Trata-se de um amontoado de gags e scratchs parodiando sua carreira e o cinema japonês. Bem divertido e engraçado. Mas numa boa, queria um Zatoichi 2.
EL ORFANATO (Dir. Juan Antonio Bayona. Espanha, 2007)
Putz, mais um filme onde as crianças brincam com fantasminhas para desespero dos pais. Mas esse até que dá para o gasto. Uma ex-orfã resolve morar no antigo orfanato e percebe que seu filho tem estranhos amiguinhos que tentam trazer o passado à tona. Bem dirigido e com bons sustos, mas nada de extraordinário.
HELP ME EROS (Dir. Lee Khan-Cheng. Taiwan, 2007)
Maconheiro tarado e sem grana vive seus dias fumando fininhos e transando. Ao mesmo tempo, se apaixona por uma atentendete de uma central de ajuda a suicidas e tenta conhecê-la pessoalmente. Muita putaria, fog, personagens fracassados, super gatas, num grande balaio visual da moçada de hoje. Valeu. Só para lembrar que Tsai Ming-Liang é o produtor do filme.