Memórias...
Siiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm!!!!!!!!!!!!! Ziyi Zhang, Gong Li e Michelle Yeoh juntas!!!! Considerei esse dream-team, como um convite fatal para assistir MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA (ou gueicha?), adaptação do livro do Arthur Golden, mas isso não interessa agora até por que não li o livro... No filme, Zang é Chiyo, uma garotinha que traumaticamente se separa da mãe ao ser vendida para uma casa de chá. Crescida, recebe treinamentos da Mestre Jedi, Mameha (Michelle Yeoh), para ser a mais desejada gueixa da cidade ao mesmo tempo que se apaixona por um empresário (Ken Watanabe - excelente como sempre!). Como gueixa, é rebatizada como Sayuri. Ela então absorve três sentimentos ao mesmo tempo: o cara não dá a mínima para ela; ela tem "outros compromissos" como gueixa e a forte competição entre as gueixas. O filme, claro, é belíssimo, impecavelmente produzido, mas não sei... faltou alguma coisa para torná-lo um filmão. Acho até que o diretor não conseguiu transpor para o cinema, todo o mistério, a aura, o fascínio (a até a sensualidade) que as guexias exercem (pelo menos para mim). Em outras palavras, não soube usar a beleza destruidora de Ziyi Zhang a favor do filme, deixando esse aspecto em segundo lugar, dando prioridade a uma história nhe-nhe-nhém e banal que me deixou entediado... Tá tudo muito simples. Afinal, há um diferença muito grande entre gueixas e mulheres vestidas de kimono, assim como diferença entre filmes de gueixas e filmes com mulheres verstidas de kimono. Uma pena. Mas não se desanime, não é de todo ruim, apenas penso que o filme poderia ser melhor trabalhado, caso o diretor Rob Marshall tivesse um felling mais aguçado.
Enquanto isso, na Sala do Japan Action...

Twilight Samurai e Bounce Ko Gals... Ir para lá
Escrito por Bakemon às 11h57
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The Neighbor #13
Filmes com vizinhos suspeitos não são novidades, como também
aqueles com pessoas de dupla personalidade vítimas de traumas do passado. Mas
mesmo assim, Bakemon ficou tentado com essa produção japonesa que junta esses
dois elementos. Esse filme de estréia do diretor Yasuo Inoue mostra o garoto
Juzo Murasaki, vítima de torturas cruéis por parte de seus colegas de escola. Já
crescidinho, Juzo se muda para um conjunto de pequenos apartamentos e consegue
um emprego numa construção local. O trauma volta com força total quando seu
chefe e vizinho FDP, Tohru Akai, começa a sacaneá-lo. Juzo vira então mais que
um Hulk; um verdadeiro carniceiro que busca o saboroso gosto da revanche, que
fica ainda mais apetitoso quando ele descobre que toda a desgraça do passado
também podem ser resolvidas. O mais interessante, é notar que o diretor tenta
fugir do clichê. Sem frescuras e sem mistérios, o cara mostra que Juzo é um cara
perturbado e não tá para brincadeiras e vai direto ao sssunto: as mortes! E as
cenas viajantes onde o cara sofre na carne seu distúrbio de personalidade são
impressioantes e muito bem feitas. Apesar disso, alguns momentos do filme não
apresenta aquela correria toda, as cenas correm com muito calma e sem cortes
frenéticos, perdendo um pouco do ritmo da coisa. O final é um tanto enigmático
(e talvez desnecessário) que fez-me lembrar o DARK WATER original. Vale notar
ainda a participação relâmpago de Takashi Miike como um infeliz vizinho do cara.
Mas, enfim, um filme acima da média que rendeu bons momentos de diversão. Mas,
claro.... fiquei um tempo sem atender a campainha... Ou será que foram meus
vizinhos que não me atendiam?
Escrito por Bakemon às 11h05
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Lady Die!!!
Ceeeeerto!!!!! Depois de uma tortuante espera, finalmente chegou às minhas
mãos o super hyper duper aguardado filme SYMPATHY FOR LADY VENGEANCE. Comprei a
linda edição coreana com dois discos que apresenta duas versões do filme. A
normal e uma outra que vai perdendo a cor até ficar preto e branco. Mas não tive
dúvidas, peguei para assistir a versão "normal", até por que o grande barato
desses filmes coreanos de hoje é o visual. A única coisa que lamento é que os
extras não possuem legendas... Snif, snif... E, cara, que filme fudido! Mas não
espere um banho de sangue, porradaria ou algo mais forte, pois o filme não chega
a ser tão violento quanto aos dois anteriores (longe disso). Park Chan-Wook
subtituiu esse ingrediente por uma carga melancólica e um visual destruidor de
encher os olhos. Momentos de extrema delicadeza e densos se alternam com o uso
de uma linguagem moderna, intrincada e até gráfica. Isso sem mencionar as falas
afiadas, irônicas e, por que não, cômicas. "É tradição comer um pedaço de tofu
para não voltar a cometer outros crimes", diz um pastor a Lee Geum-Ja no
primeiro dia de sua liberdade. "Por que você não vai se foder?", responde ela
com toda sua elegância. E o filme inteiro é assim; é como uma rosa que esbanja
delicadeza ao mesmo tempo que mantem espinhos traiçoeiros para machucar alguem
mais desatento. Geum-Ja é uma dondoca que ficou presa 13 anos — mais como um
bode espiatório (MEMORIES OF A MURDER?) — de um caso envolvendo sequestro e
assassinato de uma criancinha. Em liberdade, ela inicia seu plano de vingança e
vai atrás do verdadeiro criminoso. Chan Wook transforma o filme numa viagem que
percorre o passado e o presente da personagem principal e de algumas outras para
construir uma mulher que pacientemente elabora seu plano final, destilando aos
poucos a sua raiva e, enquanto seu movimento final não chega, se contenta com
pequenas doses de vingança rumo ao espetáculo do ato final, que por sua vez mais
parece um ballet sanguinário maravilhoso. Se em OLDBOY, Chan Wook discutiu o
lado freudiano da coisa, nesse aqui, ele revela a vingança no plano humano e
todas suas fraquezas sentimentais, incluindo-se aí a busca por uma
espiritualidade como rota de fuga ou como esconderijo para seus verdadeiros
sentimentos. Foda...
Escrito por Bakemon às 13h50
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Rapidinhas
Eleição, de Johnny To (Hong Kong,
2005)
A frustração de perder esse filme na Mostra de
SP foi enorme, mas vi a luz no fim do túnel com o lançamento do DVD. A questão
central do filme é a busca pelo poder custe o que custar. Uma sociedade secreta
realiza eleições para escolher o novo presidente. De um lado, o candidato
apoiado pelos atuais mandatários, com seu discurso clássico e tradicional; e de
outro, um cara que busca a vitória de qualquer jeito, gerando um perigoso
conflito que abala a estrutura milenar dessa organização. O que Johnny To mostra
é que na busca pelo poder, todos os meios são utilizados, não importando de que
lado está. Poderoso, o filme é violento à sua maneira: via facões, chantagens e
corrupção. E quando esses ingredientes se cruzam com o sentimento de desespero e
da ameaça em perder algo, a coisa pega fogo.
A Bittersweet Life, de Kim Ji Woon (Coréia do Sul,
2005) Um milionário empresário e mafioso desconfia
que sua jovem amante está saindo com outro. Para vigiá-la, envia seu principal
guarda-costas com ordens claras de assassiná-los caso haja mesmo a traição. Mas
o cara comete o erro de dar uma segunda chance a eles. Irritado, o empresário
ordena a tortura e a morte do guarda-costas da maneira mais cruel possível. Mas
ele consegue escapar e promete vingança. Aí, sai de baixo! O cara fica uma fera,
e mesmo desconsolado e perdido, inicia uma busca sangrenta por seus detratores.
Um filmaço com um visual estupendo e com uma linguagem única que usa a violência
de maneira elegantíssima e, ao mesmo tempo, grandiosa. Arrepiante e hipnotizante
do começo ao fim! Um senhor filme!
O Cachorro, de Carlos Sorin (Argentina,
2004) Depois de viver uma busca incessante por um
cachorro em HISTÓRIAS MINIMAS, Sorin volta ao tema dogueiro para criar uma
fábula onde um ex-frentista desempregado e fudido encontra em um cachorro de
raça uma ponte para fazer amizades e tentar ganhar uma grana em exibições e como
matriz reprodutor. Aqui, Sorín simboliza no cachorro a figura de uma Argentina
que pode até ser o melhor amigo/lar, mas um amigo que também tá todo fudido e
sem tesão (assista ao filme e entenderá essa expressão). O filme tem bons
momentos, mas também alguns inconsistentes, mas vale uma conferida. Nas
locadoras!
Escrito por Bakemon às 11h26
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O verdadeiro cara-de-pau
Há tempos que queria ver esse filme, e graças ao camarada
Gurcius, finalmente tive o prazer de assistir a mais essa produção do malucão
tcheco Jan Svankmajer. Estou falando de OTESANEK (Little Otik), filme baseado
num conto infantil homônimo da República Tcheca. É assim: um casal deprimido por
não conseguir ter filhos encontra num pedaço de madeira com troncos e raízes a
imagem do tão esperado bebê, batizando-o de Otik. Para não levantar suspeitas,
fingem a gravidez, o parto e os primeiros dias de vida, tudo isso no meio de uma
prédio com estranhos vizinhos tarados e xeretas. Mas a coisa complica mesmo
quando Otik ganha vida e desenvolve um apetite monstruoso, virando um verdadeiro
carniceiro devorador de humanos e outras coisas mais. Tudo muito ácido, absurdo,
alucinante e surreal. Uma maravilha para ver e rever! Em tempos onde os contos
infantis estãos sendo deformados em nome dos bons modos e da opressão da
etiqueta social contemporânea, é confortante ver que certos caras ainda mantém a
verdadeira essência desse tipo de história (Bakemon recomenda uma leitura das
histórias originais dos Irmãos Grimm - gore mesmo!!!!) onde nem tudo termina com
"e eles viveram felizes para sempre..." Mas Otesanek é um típico filme onde as
imagens falam melhor que qualquer resenha... Por isso, vejam um pouco da loucura
que é esse recomendadíssimo filme...
Acabo de voltar do almoço com uma comprinha que recomendo a todos: East Side
#3. Escrito magistralmente pelos camaradas Takeo (Asian Fury) e Heráclito
(Desforra), a terceira edição da revista traz o DVD do "Street Fighter Last
Revenge". Vamos todos prestigiar para que venham outras
edições!
Escrito por Bakemon às 12h37
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TOM YUM GOONG
Sim, sim, sim... Reconheço as qualidades técnicas do Tony Jaa, apesar de
considerá-lo um cara sem carisma. Posso dizer que fiquei de boca aberta em
algumas sequências do ONG BAK e dos trailers destruidores de TOM YUM GOONG.
Desde então, aguardei pacientemente por mais esse filme. Bom, mas e aí? O filme,
como não poderia deixar de ser, é totalmente voltado para a pancadaria.
Praticamente toda a atenção foi direcionada para as cenas de ação, fazendo do
filme um grande deleite para os fãs. Sequências alucinantes e powers me fez
checar se meu braço estava inteiro várias vezes. A diferença nesse filme está em
algunas cenas longas aparentemente sem cortes, como na cena onde o Jaa sobre a
escadaria de um puteiro fazendo estragos em cada andar que passa. Toda essa
preocupação com a ação, fez com que os outros ingredientes do filme perdessem
certa qualidade, como no desenvolvimento dos personagens, roteiro, atuação
etc... Mas e daí? Quem procura por Tony Jaa, procura porrada e isso ele oferece
de sobra... Ah, o filme? Jaa é Kham, um cara que tem seus elefantes (na
Tailândia eles são como parte da família) sequestrados por mafiosos que os levam
para a Austrália. E claro que ele vai atrás. E lá, ele não só tenta encontrar os
elefantes como também ajuda, sem querer, a desmascarar os mafiosos tailandeses e
chineses que agem na região. Mas o que significa o título? Não sei, só sei que
no filme é o nome de um restaurante onde os mafiosos se encontram... Vai
encarar?
Escrito por Bakemon às 12h54
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Essas sim estão à beira de um ataque de nervos!
Beijinhos pra cá, beijinhos pra lá; elogios de uma para outra e retribuições igualmente calorosas... O que aparentemente poderia ser simples gestos de carinho e de afeto não passa de um jogo de aparência onde impera a falsidade para encobrir o ódio e a inveja que cultivam multuamente. Estou falando de 2LDK. Nesse filme, duas gatinhas atrizes iniciantes dividem um mesmo apartamento à espera de um trabalho que deslanche a carreira minguada delas. Um dia, a oportunidade aparece de maneira inusitada e cruel: as duas concorrem ao mesmo papel em um filme. A partir daí, a máscara da bondade entre as duas começa a ruir mais rapidamente. Diálogos irônicos e cheia de segundas intenções são trocadas aos montes e tudo vira motivo de reclamação. Uma reclama que a outra usou o seu shampu; que deixou um fio de cabelo no sabonete, bebeu um pouco da água mineral francesa e outras frescuras do tipo. Aos poucos, o stress chega a um nível onde o que vale mesmo é eliminar a outra da sua frente! O interessante é notar que até mesmo em meio as unhadas e cabeladas a falsidade é uma poderosa arma. Frases do tipo: "Eu desito"; "Você merece o papel" nunca soaram tão perigosas. Situações que, com certeza, você já deve ter presenciado em algum momento de sua vida, principalmete naquelas viagens onde se juntam um monte de garotas.... Vixi... Enfim, um divertido filme de gato e rato, ou melhor, de gata e gata.
King Kong Quase dormi no meio do filme... Só recuperava conciência quando a visão da Naomi Watts enchia a tela do cinema... O que posso falar do filme? Sim, é um filme grandioso em termos de efeitos especiais com grandes sequências dignas dos bons tempos de Steven Spielberg. A recriação da Nova York nos tempos da grande depressão é impressionante. Excelentes cenas de ação, principalmente quando dinossauros (T-Rex?) querem comer a Naomi e o Kong tenta protegê-la. Mas para mim, um filme longo demais e muito cansativo. Isso sem falar de uma rídicula sequência romântica no Central Park... Não, não é ciúme, a cena é brega mesmo! E qualquer semelhança de Peter Jackson com um personagem do filme, o excêntrico diretor Carl Denham (Jack Black) não é mera coincidência...
Mr. Buchinsky de volta! Depois de uma pausa, o site do sr. Charles Buchinsky está de volta com carga total!!! Não percam!!! Clique aqui e curta as pauladas! Bakemon recomenda!
Escrito por Bakemon às 13h00
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Olá!!!!!!!
Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmm!!!!!!!!!!!!!!!! Bakemon
está de volta!!!!!!! Sejam todos bem-vindos a 2006!!! E só para não perder o
hábito, fiquei sócio de mais uma locadora durante meu rolê mais recente. Que
vício desgraçado...
Escrito por Bakemon às 11h04
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