O FODÃO!
Continuamos a falar espanhol. Talvez seja a influência da
Libertadores. Mas, vamos lá!
Enquanto Chaves e aquele seu personagem vermelho com anteninhas
ainda engatinhava, um outro super-herói também vindo do México já estava a todo
vapor enfrentando os mais temíveis mal-feitores que ameaçavam a paz da
humanidade. Sim! Estou falando dele: SANTO, EL ENMASCARADO DE PLATA!!! Saído
diretamente dos ringues de luta-livre mexicanos, ele foi o mais fodão e mais
toscão herói de toda a América Latina! Usando sua inseparável máscara e aqueles
típicos uniformes de lycra, enfrentou rivais super poderosos como lobisomens,
vampiras, karatekas satânicos e outras outras terríveis aberrações. Mas pelo bem
de todos nós ele se saiu vitorioso em todas essas sangrentas lutas. Um de seus
maiores feitos foi sua histórica batalha contra Las Lobas. O evento foi
registrado em um filme de 1972 onde Santo enfrenta uma terrível orda de mulheres
lobas sanguinárias. Mas graças a uma lenda que dizia que somente uma entidade
feita de prata poderia derrotá-las, Santo novamente foi chamado para que a
humanidade pudesse dormir em paz até o dia em que uma nova ameaça apareça e
coloque em risco a nossa segurança. A grande diferença desse filme em relação
aos demais é a mão do diretor Jaime Jimenez, que deu ao filme uma atmosfera de
autênticos filmes de terror com bons climas e alguns sustos. O filme termina de
uma maneira triunfal após a luta de Santo contra os últimos dos lobisomens em um
belo pôr-do-sol. E não se esqueça: diante dessas terríveis ameaças, Santo é a
solução para suas preces!!!
Chamado 2! Não me chame!
A primeira grande decepção do ano... Um roteiro terrível...
Não sei como o Nakata aceitou dirigir uma barca furada dessas. Ele até que
tentou, mas o poço, ou melhor, o buraco era mais fundo ainda. Sem aquele
mistério e suspense das versões originais e até mesmo do primeiro remake, o
filme é uma interminável gororoba anárquica onde tudo é permitido. O Nakata até
que tentou, mas no filme só se salva mesmo a maravilhosa Naomi
Watts...
Escrito por Bakemon às 09h16
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A turnê latino-americana do Bakemon
Infelizmente não pude ir viajar nesse feriado, mas em meio a muitos ovos de páscoa e festas tricolores, resolvi tirar o atraso e botar pra rodar muitos filmes em meu player. Vamos lá, em gosto de perferência:
Chac - The Rain God: a primeira coisa que me veio à cabeça ao asssitir esse cultuado filme do diretor chileno Rolando Klein foi aquele segmento com os homens de neanderthal de "2001: Uma Odisséia no Espaço", do Kubrick. Maluquice total! Trata-se de um filme inacreditavelmente hipnótico, com suas belas paisagens e um olhar profundo sobre a evolução humana e o aprendizado diante dos mistérios. O filme é baseado em um dos deuses apresentados no livro Popoh Vul (um tipo de bíblia da civilização Maia) que conta o surgimento da humanidade. O deus em questão dá título ao filme: Chac: o deus da chuva. O filme mostra os moradores de um povoado, que desesperados pela falta de chuva, pedem ajuda a um shaman. Ele então os leva a uma jornada desafiadora rumo ao desconhecido para tentar trazer a chuva de volta. Mas mais do que isso, ele precisa vencer a desconfiança e o ceticismo de todos diante da sua prática shaman não compreendida. Mas quem parece estar numa viajem somos nós. O que vemos na tela são coisas surreais, indecifráveis e até absurdas. Chac esteve perdido por anos, até ser encontrado e restaurado para DVD. É todo falando no dialeto maia e os atores são todos amadores, com exceção do shaman. Enfim, é diferente de tudo que havia visto até então. Maravilhoso!
Diários de Motocicleta: Apesar de seu um filme super bacana, sinceramente esperava mais desse filme. Mas calma! Adorei o filme! Apenas esperava que ele fosse mais road-movie. Mas vale a pena. É um filme altamente inspirador, com um visual magnífico e muito bem humorado. O filme é bem atual apesar dele ser ambientado nos anos 50 e as cenas rodadas no Peru foram especiais para mim e me arrepiou. Foi como um flashback. Acho que não é necessário dizer a história do filme...
O Pântano: típico filme sem começo, meio e fim. Mas isso não o impede que seja um interessante drama realista sobre o cotidiado de duas famílias onde as únicas preocupações sejam as compras de material escolar na Bolívia, o incessante calor, a falta de gelo nos drinks e os pimentões vermelhos (!!!!!). Apesar do filme não ter um conteúdo mais "visível", o filme é dirigido com muita sensiblidade e humor negro pela argentina Lucrecia Martel, que retrata muito bem a atual situação da classe média argentina resumindo-a nessas duas famílias.
Má Educação: as muitas cenas de homossexualismo —super desagradáveis de se ver, diga-se de passagem—, não tiram os méritos do filme. Almodóvar continua sua trajetória crítica em relação à Igreja Católica. Um estudante de uma escola católica resolve transformar em filme sua conturbada infância na instituição (seria que meio autobiográfico?). O filme além de ter um roteiro bem interessante, é filmado com muita criatividade com doses de suspenses que garantem o interesse até o seu final "surpreendente".
Visões: 100% balela. Antonio Banderas é um diretor de teatro infantil que depois de descobrir que possui o poder da clarividência tenta encontrar sua esposa sequestrada por militares argentinos na época da ditadura militar e também ajudar outras famílias. ZZZzzz.
Escrito por Bakemon às 10h57
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A MAIOR VIAGEM DE MIIKE DE TODOS OS TEMPOS
Fazia algum tempo que não ficava ancioso para ver um filme como
no caso de IZO. Afinal, não é todos os dias que temos uma fusão estelar com
Takashi Miike dirigindo Takeshi Kitano. Mas... Depois de assistir ao filme não
sei o que dizer. Sinceramente, IZO é um daqueles filmes que tenho que assitir
umas cinco vezes para tirar uma conclusão mais justa. Mas o que poderia adiantar
para vocês? IZO é um samurai sem-noção do tipo Joselito que recebe uma maldição
antes da sua execução: vagar pelo tempo e levar sua espada sanguinária a todos
que passarem pelo seu caminho. O filme tem seus momentos de glória, como uma
velha que tira uma espada escondida de dentro de sua vagina para tentar matar
IZO e outra, quando ele corta ao meio sua mãe rabujenta, que mesmo em pedaços,
tenta dar um sermão agarrada a dois troncos. E também cenas polêmicas quando ele
extermina um bando de crianças. O filme obedece a apenas uma lógica: que não
existe lógica. IZO viaja para o futuro e então regressa e depois vai para um
outro tempo e as sim vai até chegarmos ao dia de
hoje, onde o primeiro ministro japonês (Kitano) o aguarda juntamente com um tipo
de imperador. Tenho minhas teorias sobre o que Miike quis explorar com IZO, mas
isso não vem ao caso agora, pois não estou a fim de papo-cabeça nem de política.
Mas é um típico filme 8 ou 80... Mas meu sentimento é tão estranho sobre esse
filme que não sei se estou no time dos 8 ou dos 80... Talvez numa outra
oportunidade...
Escrito por Bakemon às 08h49
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As cinco estações de Ki-Duk Kim
 Existem poetas
e poetas, da mesma maneira que existem diretores e diretores. E aqueles que
conseguem ser os dois ao mesmo tempo. E Ki-Duk Kim é um deles! Parece ser
chatice a minha falar de três filmes desse cara em um curto período de tempo,
mas quando a coisa é boa, não posso deixar passar em branco... Falo de
PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO... E, PRIMAVERA. As cinco estações de Duk Kim.
O filme mostra a trajetória de um aprendiz de um monge que mora com seu mestre
num mini-templo flutuante no meio de um lago. Durante essas estações (com saltos
de alguns anos entre elas), o pequeno monge sofre as mutações naturais de um
homem diante das novas situações que se apresentam. Na primavera, ele tem o
primeiro encontro com o conceito de morte, uma sina que carregará em todo o
filme. No verão, já adolescente, conhece uma garota que vem ao templo para se
curar de uma doença. E assim por diante, até o recomeço da vida na segunda
primavera. Não falarei aqui das entrelinhas e dos inúmeros simbolismos, mas
bastam algumas palavras: o filme é belíssimo e poético ao extremo, hipnotizante
e denso ao mesmo tempo. Ou seja, uma obra-prima pintada a duas mãos como
poucos.
Escrito por Bakemon às 10h25
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Kurosawa encontra De Palma
Kiyoshi Kurosawa é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo
japonês, ponto. Brian de Palma é um dos principais diretores de suspense das
últimas décadas, outro ponto. Essas duas afirmações são uma absoluta verdade.
Visto isso, o que aconteceria se Kurosawa homenageasse um de seus mestres em um
filme? O resultado pode ser conferido em DOPPELGANGER, que não chega aos pés dos
excelentes CURE ou SEANCE, mas não deixa de ser uma obra interessante de
Kurosawa por justamente usar elementos do De Palma: aquela musiquinha de fundo
quando o cara dirige um automóvel, a divisão da tela em quadros etc etc.
Doppleganger é um fenômeno paranormal onde a mesma pessoa pode
ocupar dois espaços ao mesmo tempo. No filme, Michio Hayasaki (Koji Yakusho -
Sim! De novo ele!!!) é um pesquisador de membros artificias para paraplégicos
que se vê diante desse fenômeno. A primeira metade do filme, onde Michio tenta
descobrir o que está havendo com ele, é puro Brian de Palma, já na segunda
parte, Kurosawa assume a direção e põe sua mente em serviço, expondo novamente o
lado sombrio de cada um de nós para criar uma atmosfera que é apenas o reflexo
do lado mais negro de nossas personalidades. Viva Kurosawa! Viva De Palma!

O ZZZzzz da semana vai para GARUDA. Uma produção tailandesa
sobre uma besta voadora que acorda após obras do metrô em Bangkok. O filme é,
sem dúvida, um bom remédio para a insônia, com seu roteiro repetitivo, usual e
com um discurso nacionalista exacerbado e até irritante. Esse filme é a prova de
que os efeitos especias não são suficientes para fazer de um filme uma coisa
interessante. Fuja dessa besta antes que seja tarde demais.
Escrito por Bakemon às 13h09
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Cuidado, gringo!

Oh, não! E lá vem eles novamente! Dos mesmos produtores do
clássico super-hiper-duber tosco QARQACHA, mais um filme de terror peruano
pousou em meu DVD para a alegria de todos os apreciadores de um cinema com
classe. Dessa vez é o não menos tosquento PISTHACO. Um lenda urbana sobre um
assassino que, ao cair da noite, espalha o terror a todos os moradores de
Ayacucho... Antes de continuar deixe-me fazer um adentro: Ayacucho é um
departamento — equivalente a estado no Brasil — onde o terrorismo e o
nacionalismo de esquerda se fazem mais presente naquele país. Portanto, Pisthaco
é apenas um simbolismo crítico para a crescente influência estrangeria nos
costumes e na cultura da população.
Bom, voltando ao filme... Não posso deixar de registrar o incrível trabalho
dos atores e dos efeitos especiais de categoria extremamente duvidosa, por isso
mesmo divertidíssimo; uma magistral trilha sonora, com grandes sucessos de
Hollywood (que paradoxo!); além dos ingredientes já tradicionais que não podem
faltar a produções desse gênero, como gore, nudez, estupros etc etc... E dá-lhe
Pisthaco contra o imperialismo americano!!!
Escrito por Bakemon às 09h48
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Mais doideras!

E lá vamos nós para mais uma atualização do nosso acervo. Desta vez a coisa está bem dividia em duas áreas: arte e maluquice. No primeiro seguimento temos Yasujiro Ozu com END OF THE SUMMER (clássico!!!), HARAKIRI outro clássicaço arrepiante de Masaki Kobayashi (quem não se arrepiar com a cena do harakiri de um samurai com uma espada de bambu só pode estar morto!!!) entre outros títulos de Kinji Fukasaku, Takashi Zeze etc etc. Ainda nessa área temos PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO E... PRIMAVERA do fantástico Ki Duk-Kim e o taiwanês Tsai Ming Liang com seu cultuado THE HOLE. Para quem prefere doideras, GUINEA PIG e filmes mal-educados do Teruo Ishii são excelentes pedidas. Bom, é isso aí! Confira a lista completa no link à esquerda e faça sua proposta de troca e play no bicho!
Escrito por Bakemon às 14h18
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KUNG FU POP!
Pegue algumas cenas de clássicos do kung fu, adicione uma dublagem no
estilo hip hop e uma trilha sonora desse mesmo gênero e incremente nisso tudo um
visual HQ. E você tem KUNG FAUX! Uma combinação no mínimo estranha e curiosa,
mas que vale uma conferida, principalmente para quem curte hip hop. Quem não
curte provavelmente vai se cansar logo, como eu. No Brasil o vol. 1 da série já
está disponível com dois episódios de meia hora cada: "The Ill Master" e
"Boxcutta", ambos sem legendas, tornando os episódios compreensíveis só para
quem entende o inglês hip hop. Mas vá no rastro de KILL BILL e confira, nem que
seja por curiosidade, depois fique a vontade para elogiar ou vomitar.
Escrito por Bakemon às 09h23
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Senhor filme!
Sou um grande fã do Martin Scorcese (DEPOIS DE HORAS é um dos
meus preferidos), mas sempre fico com um pé atrás com essas mega-produções como
é o caso do O AVIADOR. Mas, de grátis... E digo: é um senhor filme! Não vou
falar da produção, dos atores, do Oscar e essas coisas, mas digo que Scorcese
continua com sua língua afiada contra o sistema americano de uma maneira única,
representado-o com seus exageros, a ironia e o sarcasmo, tudo isso na figura do
excêntrico Howard Huges e sua trupe. Duas cenas me chamaram a atenção: o jantar
do cara com a família da Katharine Hepburn e a audiência pública com um senador
Owen Brewster. Arrepiantes! Com certeza vale uma espiada.
Convocação Convoco todos os são-paulinos com o
sangue tricolor para participarem da festa inaugural da etapa da Libertadores em
São Paulo. A celebração acontece hoje às 21h45 na Mansão do Morumbi com a visita
dos chilenos do Universidad do Chile. É imprescindível a presença munidos de
coração, pé direito e a garganta em forma. A gente se vê!
Escrito por Bakemon às 11h18
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Relatório Ver Vídeo dos lançamentos para março
Fazer o quê? A nossa única referência (e olhe lá) de lanaçamentos do mercado de vídeo é a revista Ver Vídeo. Farei então, mensalmente, um pequeno relatório dos lançamentos em cima do que já assisti e do DVD Trailer que acompanha a revista. Começarei pela edição do mês passado, que adiantou os filmes que estarão nas locadoras este mês (desculpem o atraso). Em abril pegarei a edição deste mês e assim consecutivamente. Dividi em alguns capítulos. Acho que vão entender.
Esse eu assisti e considero obrigatório e verei novamente: Super Size Me - A Dieta do Palhaço. Idem, EUA 2004, de Morgan Spurlock Osama. Idem, Afeg/Jpn/Irl/Hol 2003, de Siddiq Barmak
Esse eu assisti e assista se der tempo: Hellboy - Edição do Diretor. Idem, EUA 2004, de Guillermo del Toro. Com Ron Perlman Starsky & Hutch - Justiça em Dobro. Idem, EUA 2004, de Tood Philips. Com Ben Stiller e Owen Wilson Fahrenheit 11 de Setembro. Fahrenheit 9/11, EUA 2004, de Michael Moore Sob o Domínio do Mal. The Manchurian Candidate, EUA 2004, de Jonathan Demme. Com Denzel Washington e Meryl Streep. Metallica - Some Kind of Monster. Idem, EUA 2004, de Joe Berlinger e Bruce Sinosky O Terminal. The Terminal, EUA 2004, de Steven Spielberg. Com Tom Hanks
Esse eu assisti e esqueça: Resident Evil 2: Apocalipse. Idem, EUA/Inglaterra/França 2004, de Alexander Witt. Com Milla Jovovich A Sétima Vítima. Darkness, EUA/Espanha 2002, de Jaume Balagueró. Com Anna Paquim Celular - Um Grito de Socorro. Celular, EUA 2004, de David R. Ellis. Com Kim Basinger e William H. Macy
Esse eu vi o trailer e me interessou: A Inveja Mata. Envy, EUA 2004, de Barry Levinson. Com Ben Stiller e Jack Black Meninos de Deus. The Dangerous Lives of Altar Boys, EUA 2002, de Peter Care Má Educação. La Mala Educación, Espanha 2004, de Pedro Almodóvar. Com Gael Garcia Bernal Refém de uma Vida. The Clearing, EUA/Alemanha 2004, de Pieter Jan Brugge. Com Robert Redford e William Dafoe The Cooler. Idem, EUA 2003, de Wayne Kramer. Com William H. Macy e Alec Baldwin Edifício Master. Brasil 2002, de Eduardo Coutinho
O resto: Bom, o resto... Deixarei mofando até que me provem o contrário.
Escrito por Bakemon às 08h40
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Mais uma escola do mal...
Puxa... Realmente não sei explicar a fixação dos japoneses e dos coreanos com a escola... Bom, talvez por que a força dessa instituição nesses países se faz mais presente do que para nós. Coloco essa questão no ar pois a quantidade de filmes ambientados em escolas são inacreditáveis. Até parece que todas as escolas (fora os professores sanguinários) têm algum tipo de maldição! Vejam os filmes EKO EKO AZARAK, WHISPERING CORRIDORS, HAUNTED SCHOLL entre milhares de outros. O exemplo mais recente vem da Córeia do Sul com o filme BUNSHINSABA, do diretor Ahn Byeong-Gi, o mesmo do razoável THE PHONE. Em Bunshinsaba, mais uma lenda urbana se torna realidade para o desespero das gatinhas de um colégio para garotas (!!!). Um grupo de amigas evoca o demo de uma lenda japonesa (Bunshisaba) para dar fim às hostilidades de um grupo rival. Mas o que elas não sabiam é que elas estavam trazendo de volta um espírito de uma antiga estudante morta pelos colegas e pelos professores há mais de 30 anos atrás. Feita a merda, o espírito vem para se vingar de seus antigos malfeitores um a um. A história é meio batida concordo, mas Byeong-Gi evoluiu bastante desde The Phone e garante um bom clima para o filme com bons sustos e algumas sacadas interessantes, tudo naquele clima do horror oriental já bastante explorado desde os idos de Hideo Nakata e dos Pang Brothers. Chega por hoje, tenho que trampar...
>>> Agradecimentos ao meu amigo Raul por enviar diretamente dos camelôs de Lima mais esse filme. Quem sabe alguma dia os camelôs daqui apareçam com títulos desse tipo.
Escrito por Bakemon às 11h58
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Licença literária
Esse
final de semana passei meus olhos em 80 filmes! Mas calma! Não assisti 80
filmes!!! É que chegou até minhas mãos o excelente livro JAPANESE MOVIE POSTERS.
Trata-se de uma compliação do crítico Chuck Stephens de 80 posteres de diversos
gêneros do cinema japonês. Desde os clássicos filmes sobre a Yakuza até o cinema
atual, passando por horror, pink, ficção, samurais e animação. O formato do
livro é A4, o que permite uma excelente visualização dos posteres. Cada capítulo
é introduzido por dois textos, um do colecionador Tetsuya Masuda e outro mais
explicativo sobre o gênero em questão escrito pelo cinéfilo Kairakutei Black. E,
em cada poster, além da sinopse e curisidades sobre o filme, os dados técnicos
trazem o valor de mercado de cada item (algumas verdadeiras raridades que passam
dos USD 100). Bom, seria pretensão demais falar que dá para se entender o cinema
moderno japonês através do livro, mas com certeza, serve com uma viagem visual
incrível através dos tempos. Enfim, um item altamente recomendável para fas do
gênero.
Escrito por Bakemon às 10h44
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Numa fria!
Ganhei o convite e fui assistir AMIGO OCULTO. Só assim mesmo, pois o filme é
uma lástima em todos os sentidos. Pra começar pelo Robert De Niro. O cara sempre
foi uma dos grandes nomes do cinema americano, mas ele tá se afundando a cada
filme. Deu até pena vê-lo naquele papel. Tempos atrás já tinha assistido ao
ENVIADO, mas esse se supera! Em AMIGO OCULTO, ele é um pai que se muda com a
filha para o interior depois do suicídio da esposa. Sua filha então começa a
enxergar um amigo imaginário que começa a perseguir De Niro. O filme é um
exemplo de como não se fazer filme. Seu final é apenas a prova que todo o resto
é mal feito com nenhuma preocupação com o roteiro, mais furado que queijo suiço,
além de tratar o espectador como idiota. A sequência final, além de ridículo, é
interminárvel e uma descarada tentativa de copiar clássicos como CABO DO MEDO ou
O ILUMINADO. Se cuida, De Niro!!!
Escrito por Bakemon às 14h06
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Siiiiiim!!! Vamos estrear uma nova seção na página do
Bakemon!!!! Aqui relembraremos algumas das cenas mais inesquecíveis do cinema
mundial. Aqueles momentos que marcaram seu coração e deixaram um rastro
inesgotável de saudade. Aquele beijo ardente ao pôr-do-sol, aquela despedida
choramingada na plataforma da estação do trem, a morte do cachorro de estimação
etc etc... Tudo isso, você NÃO vai ver aqui!!! Mas o contrário...
E começamos com o pé direito! ICHI THE KILLER, do incrível Takashi Miike. É
uma tarefa difícil escolher uma cena específica desse filme, pois todo ele é
insano. Mas uma me chamou a atenção em especial. É quando um cara encontra
Kakihara num beco e começa uma briguinha. Lembrando que Kakihara tem um rasgo
nas extremidades da boca que o permite abrir sua mandíbula ao extremo. Vejam
essa sequência e sintam o drama. Kakihara abre sua boca e engole o soco do cara
e dá aquela mprdida básica!!!! Isso é inesquecível!
Escrito por Bakemon às 10h46
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