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O que é isto?
BAKEMON


Ki Duk-Kim ataca novamente!

Ki Duk-Kim é sem dúvida, um dos cineastas mais criativos e polêmicos da atualidade. Como poucos, sabe chocar, provocar e, para alguns até traumatizar, com suas diretas ou indiretas, através de metáfora e simbolismos. Quem assistiu A ILHA ou BAD GUY sabe do que estou falando. Seus filmes não perdoam ninguém e deixam um rastro de destruição comportamental por onde passa. Seu mais recente filme não deixa por menos. Na obra-prima SAMARIA (aka Samatina Girl), Ki Duk-Kim pega carona no estado atual da sociedade e expõe o choque de gerações e a incapacidade cada vez maior dos pais em lidar com a juventude de hoje. Yeo-Jin e Jae-Yeong são duas adolescentes que querem ganhar dinheiro fácil para uma viagem à Europa. Jae-Yeog resolve se prostituir enquanto Yeo-Jin gerencia os encontros e o dinheiro. Numa batida policial Jae-Yeog pula na janela do motel e acaba falecendo levando sua colega ao desespero. Chocada e numa prova de amizade ela contacta os antigos clientes um por um para se prostituir e devolver todos o dinheiro ganho. E num desses encontros, seu pai, um policial, descobre o segredo de sua filha e persegue um a um seus clientes. A partir daí o filme esquenta para um caminho de vingança sem volta, mas que ao mesmo tempo não sabe o que fazer com sua filha. O pai não mede esforços para humilhar todos os caras, mas ao mesmo tempo se sente um himilhado e fracassado. E é exatamente esse mix de sentimentos que Duk-Kim explora de maneira magistral e assim fazer ums dos grandes filme de 2004. Imperdível!

O ZZZZZ da semana não poderia ser outro senão ELEKTRA. Esse personagem sempre foi um dos meus preferidos, principalmente nas mãos do genial Frank Miller, “Elektra Saga” e “Elektra Assassina” são verdadeiros clássicos que mostram uma Elektra sanguinária, perturbada, sinistra, sombria e sem perdões. Exatamente o contrário da versão cinematográfica. Essa mania de Hollywood querer humanizar tudo é uma desgraça. Quem poderia imaginar uma Elektra brincalhona, sorridente e facilmente manipulável? Chega...



 Escrito por Bakemon às 12h57
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Essa não tem nada a esconder!

Go Nakai é um tarado desgraçado que usa os mais diversos fetiches para criar os personagens mais esquisitos para seus mangás pervertidos. Entre suas criações estão Devilman, Maboroshi Panty, Cutie Honey entre outros. Mas um de seus maiores sucessos é sem dúvida Kekko Kamen (mascarada pelada). Uma heroína que usa o lema “ninguém conhece meu rosto, mas todos conhecem meu corpo”! E é exatamente esse o lance de uma das trilogias mais absurdas já feitas. Uma heroína que usa como uniforme apenas uma máscara com uma capa e um véu que mal tapa suas partes íntimas. Seu golpe mais poderoso é... Deixo sua imaginação falar por mim!!! A história é tão absurda quanto ela. Num futuro não tão distante, a sociedade entra em plena decadêcia e a escola é obrigada a usar métodos pouco ortodoxos para re-educar os jovens. Numa dessas escolas — somente para garotas —, a Spartan School, quem manda é o Satan-diretor que se veste como um palhaço e ordena todos os professores a usar o medo como forma de persuação. E é aí que entra a Kekko Kamen na defesa das pobres alunas constantemente humilhadas pelos professores mal intencionados. Diante de tal ameaça, Satan usa todos os artifícios para tentar derrotar Kekko Kamen e retomar o poder e o respeito de todos na escola.
Uau! Com um enredo e visual desses, Kekko Kamen é um verdadeiro marco do trash japonês. Recomendado a todos aqueles que estão cansados da mesmice como Mulher Gato e Elektra. Para finalizar uma dica: quem quiser assistir a esse clássico, prefira a versão em DVD que vem acompanhado de um making-of tão divertido quanto o próprio filme. Kekko Kamen detona! Essa é a verdade nua e crua!

Obs.: cuidado para não confundir com a versão anime. Essa que comentei é uma versão live-action!

 Escrito por Bakemon às 09h28
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Santa Sangre - Alejandro Jodoroswky

Escrevo este texto por pura osmose criativa (ou não) depois de assistir ao inacreditável SANTA SANGRE, de Alejandro Jodoroswky. Estou até agora quase que paralisado mentalmente sem condições maiores de fazer algum sinopse mais completo sobre esse filme. Aliás, alguem teria? O filme é um delírio total que só um desequilibrado como esse senhor chileno poderia fazer. Imagens e personagens que brotam da tela como se fossem pesadelos de um psicótico alucinado. O filme basicamente gira em torno de amores impossíveis entre malucos de todos os tipos desencadeados depois da destruição de uma igreja profana que idolatrava a tal Santa Sangre. Tudo é caótico, tudo é sangue, tudo é um vômito sanguinolento que termina em mutilações para o deleite de alguns animais. Para Jodorowsky o amor se resume a morte a sangue e não a uma felicidade hipócrita e falsa. É evidente a postura teatral de Jodoroswky neste filme. É uma jornada interminável e sarcástica como em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Indecifravelmente atônito, milimetricamente poético. Só vendo com os próprios olhos para acreditar no que esse cara é capaz de fazer.

 Escrito por Bakemon às 11h31
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Licença sonora - The Priest is back!

Cara, olha aí a capa do disco mais aguardado de 2005 - pelo menos para mim!!!! Judas Priest "Angel of Retribution"!!!! Com todo respeito ao espetacular Ripper, Judas é Rob, cara! O produtor Roy Z tem tudo para fazer deste um dos maiores da carreira da banda. Depois de 3 adiamentos, a data prevista para o lançamento é março. The Metal Gods Priest is back!



 Escrito por Bakemon às 12h46
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A verdadeira mosca

Por pura burrice ou ignorância só agora assisti ao A MOSCA DA CABEÇA BRANCA (The Fly), filme de 1958 que inspirou Cronomberg a filmar A MOSCA em 1986. É impressionante ver que a versão clássica é um filme muito à frente de seu tempo em relação aos outros filmes do gênero da época. Questões como a relação homem-trabalho e o constante aprimoramento tecnológico expõe um lado assustador para época. THE FLY é sobre um cientista obstinado em suas pesquisas que cria uma máquina de teletransporte, mas que durante os testes algo sai errado e se vê diante de uma terrível mutação. Dirigido com maestria por Kurt Neumann, a primeira parte do filme é um intrigante e fascinante policial/suspense, já a segunda parte expõe o medo do homem diante do desconhecido. O filme ganhou uma sequência no ano seguinte. Um clássico em tanto! Quem tiver a sequência ou mesmo a primeira parte em DVD, entre em contato comigo para fazermos um possível rolo.

 Escrito por Bakemon às 12h24
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Vale a pena ver de novo e não vale a pena ver de novo!

David Lynch é sem dúvida, um dos cineastas mais bizarros e criativos do cinema norte-americano. A prova disso é a fenomenal série para TV TWIN PEAKS (a primeira temporada), que tive oportunidade de rever em DVD (sem cortes, viu TV Globo!). A série mostra Dale Cooper um agente do FBI que vai a cidadezinha de Twin Peaks investigar o assassinato de Laura Palmer. E a cada passo Cooper descobre que a coisa é mais podre que se imaginava, pois envolve uma variável incontrolável: a mente humana. A diversidade e a fauna humana que Lynch desfila pela tela é algo mais assustador que o próprio assassinato em si e mostra a frágil linha divisória entre a dita normalidade e a insanidade. O piloto da série pode até mostrar o choque entre a cidade grande e o interior; a relação conturbada entre pais e filhos; mas no decorrer das coisas, mostra mesmo que todos têm algo em comum que nós, normais, classificamos como “estranhos”. Mas será que eu ou você, somos normal o suficiente para julgar isso? Assista e tire sua própria conclusão. Um show de humor negro, suspense e tudo mais que só um cara como Lynch poderia nos oferecer.

O ZZZZZzzzzz da semana vai para “Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (versão extendida)”. 4 horas de pura enrolação. Se já tinha odiado a versão dos cinemas por achá-lo muito clichê, a versão extendida é o cúmulo da perda de tempo. Ah, sim... Os cliquês continuam lá! Mas agora em versão extendida! Haja! Esse não vale a pena ver de novo!



 Escrito por Bakemon às 13h45
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Qarqacha - El Demonio del Insesto (2003)
Para quem achava que na América Latina, os filmes de terror se resumiam ao Zé do Caixão e Alejandro Jodoroswky se engana. No Peru também se fazem filmes de terror! E Qarqacha é um bom exemplo disso. O filme (que já tem uma continuação como todo bom filme de terror) é quase amador. Mas é aí exatamente o atrativo do filme. A somatória de um roteiro simples, uma edição sem preocupações, efeitos especiais comprados no camelô mais próximo e as terríveis atuações dos atores, entre outras coisas, fazem do filme um item indispensável na prateleira de qualquer fã do dito cinema tosco. O filme narra a aventura de três estudantes de antropologia que vão a uma vila remota no meio dos Andes para estudar a pobreza da região. Mas eles se deparam com o renascimento de uma antiga lenda da região: Qarqacha!!! Um demônio sanguinário que se alimenta de cerébros humanos que surge quando alguem pratica o incesto. Além das qualidades acima descritas, o filme vale pelas belas e inóspitas paisagens da vila ou pela simples curiosidade.

Paloma del Papel (2003)
O terrorismo é um tema recorrente nos filmes peruanos. Ano passado já tinha visto um filmaço do gênero, LA CIUDAD Y LOS PERROS, uma adaptação da obra homônima de Mario Vargas Llosa, que mostra a relação dos habitantes de uma vilarejo com os militares que chegam para enfrentar os terroristas. Mas em Paloma o foco é mais nos terroristas e mostra a vida de um garoto que é sequestrado pelos combatentes e o treinam para ser um "terruco". Embora seja bem inferior a LA CIUDAD Y LOS PERROS, o filme é bem interessante para nós que vemos constantemente algo em comum por nossas terras na guerra do narcotráfico.

Esses pequenos comentários foi possível graças ao meu amigo Raul, de Lima, que me enviou um pacotão com mais de 20 filmes peruanos. Aos poucos foi postando aqui o que for assistindo.



 Escrito por Bakemon às 13h05
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Licença literaria

O Peru é um dos países mais incríveis que tive o prazer de conhecer. E um dos principais responsáveis por todo esse fascínio é sem dúvida, as ruínas de Machu Picchu. Ano retrasado tive o privilégio de fazer a trilha curta que leva às ruínas. Uma emoção em tanto que mudou as formas de como ver as coisas no mundo. Um ano depois ganhei de presente da minha querida esposa, o livro “Machu Picchu: na Trilha dos Incas”, do jornalista Geraldo Abud Rossi (Ed. Artes e Ofícios). Um livro que narra com bastante riqueza a aventura de sair do Brasil rumo a Machu Picchu, enfrentando de frente e com muito bom humor todas as dificuldades, incluindo o famoso Trem da Morte que liga Corumbá, no Mato Grosso a cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Recheado de dicas de hotéis baratos (e bons) e de aliementação, além de breves incursões sobre a história pré-colombiana, o livro é uma grande iniciação para quem pretende realizar esse trajeto. É sem dúvida, uma experiência de vida inesquecível. Recomendo tanto o livro quanto a viagem. Vai nessa!

 Escrito por Bakemon às 14h44
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2005 vai ser destuidor!!!!

Quando todos pensavam que Tóquio poderia ter um sossego com a aposentadoria provisória de Godzilla, fortes rumores dão conta que a Daiei-Kadokawa estaria a todo vapor na produção do mais novo filme do Gamera!!!!! Isso mesmo!!!! Provavelmente teremos mais um filme da tartaruga mais avassaladora de todos os tempos. Quem assistiu Gamera 2 e 3 sabe que até hoje não foi feito no Japão nada mais destruidor e animal. Nem mesmo os mais recentes filme do Godzilla chegam aos pés dessas produções. Vamos torcer que isso seja verdade. Bem-vindo de volta, Gamera!!!!



 Escrito por Bakemon às 13h51
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A minha lista de 2004

Fim de ano, começo de outro. É sempre tempo para relembrar os melhores do ano que se passou. Aqui vai a minha lista dos 10 filmes lançados em 2004 que mais curti, mas não necessariamente nessa ordem. Vamos lá:
- Zatoichi, de Takeshi Kitano (Japão)
- Three... Extremes, de Takashi Miike, Fruit Chan e Park Chan Wook (Japão, China e Coréia do Sul)
- Old Boy, de Park Chan Wook (Coréia do Sul)
- Steamboy, de Katsuhiro Otomu (Japão)
- Kill Bill Vol. 2, de Quentin Tarantino (EUA)
- Encontro e Desencontros, de Sofia Copolla (EUA)
- Contra Todos, de Roberto Moreira (Brasil)
- Casshern, de Kazuaki Kiriya (Japão)
- Samaria, de Ki Duk-Kim (Coréia do Sul)
- Homem Aranha 2, de Sam Raimi (EUA)

É isso aí, talvez depois me lembre de algum outro filme decente. Achar um filme interessante em 2004 foi fogo...



 Escrito por Bakemon às 10h37
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Das antigas 10

A vida imita a arte ou a arte imita a vida?Semana passada vi nos noticiários uma reportagem sobre uma onda de suicídios coletivos que tá tomando conta dos jovens japoneses. Não que isso seja uma novidade, pois o Japão tem os maiores índices de suicídios do planeta. Mas um detalhe me chamou a atenção desses casos mais recentes envolvendo jovens suicidas: o uso da internet. Todos eles combinaram o suícido através da internet. Isso me faz lembrar do filme sanguinário de Sion Sono chamado SUICIDE CIRCLE, onde uma onda de suicídios coletivos se espalhava por Tóquio. A primeira cena do filme já vem detonando tudo, onde uma fila de garotas recém saídas do colégio se matam numa estação do metrô se jogando nos trilhos. O filme é uma crítica a falta de ação dos adultos diante dos jovens que vêm tomando assalto o mundo dos adultos através da mídia, incluindo a internet. O detalhe curioso é que no filme há um site que descrever onde e quando se dariam os próximos suicídios. Curioso? Estranho? Coincidência? Talvez. Assista ao filme e tiro suas próprias conclusões.

 Escrito por Bakemon às 10h58
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Das antigas 9

Confesso que estou um pouco decepcionado com a relação dos filmes do Mostra de Cinema de São Paulo deste ano. Ainda mais quando com a edição do ano passado, quando tivemos entre outras maravilhas, Takashi Miike, Shinya Tsukamoto e Kuji Yoshida. Mesmo assim, a ansiedade bate forte com alguns filmes anunciados. O Bakemon já assistiuj alguns deles e recomenda – e ordena – que você não perca ZATOICHI. Uma obra de arte do mestre Takeshi Kitano. Uma oportunidade dessas não aparece toda hora. O desenho animado A VOLTA DO GATO assista se der tempo. Não é nemhuma maravilha, mesmo vindo dos Studios Ghibli. Já NINGUEM PODE SABER, de Hirokazu Kore-Eda promete. Se for do mesmo calibre de seus filmes anteriores deve ser coisa boa. STEAMBOY também é outro que é bem aguardado pelo currículo do KATSUHIRO OTOMU. Já O REVÓLVER AMADO, de Kensaku Watanabe é uma incógnita. O cara já foi assistente do genial Seijun Suzuki. O que já é um bom começo.

Faça um favor a si mesmo e não perca de jeito nenhum OLD BOY, do sul-coreano Park Chan Wook. Se você não sabe como é sair nocauteado de uma sessão de cinema, essa é a grande chance! Outra oportunidade para levar outra porrada é assistindo o filme de seu compatriota Kim Ki-Duk, CASA VAZIA. O cara não deixa pedra sobre pedra e sabe fazer filmes chocantes (vide A ILHA).

Bom, essas são as dicas do Bakemon. Levante-se da cadeira e assista alçguns desses filmes. Ou você prefere assistir as últimas do Leão Lobo?


 Escrito por Bakemon às 10h57
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Das antigas 8

Que tal falar de um filme de drama? Sim! Drama! Mas não pense que é algo açucarado ou love. Bom, talvez love, mais com toques de um Shakespeare from hell. Se é que me entendem. Estou falando do arrepiante A ILHA (2000), do sul-coreano Ki Duk Kim. Um cara genial que não mede esforços para chocar e causar náuseas de todo o tipo no público. Foi assim em todos os festivais que o filme foi exibido. Em Veneza, teve duas madames que desmaiaram obrigando a interrupção da sessão até que as madames fossem conduzidas ao hospital.
Em A ILHA, Hee-Jim é uma mulher perturbada que cuida de um tipo de pesque-pague com quartos-hotéis flutuantes. De dia ela serve chá e demais serviçoes “de quarto” e de noite tira um troco vendendo seus serviços íntimos. Em um dos quartos, se hospeda um policial Hyun-Shik que matou sua mulher e planeja seu suicídio. Os dois doidos acabam se encontrando protagonizando uma estranha relação de amor onde a fronteira entre com a doidera doentia é nula.
A intensidade como Ki Duk Kim nos apresenta essa relação ultrapassa as telas e fazem todos nossos sentidos se aguçarem, arrepiando até a última espinha. Permita-me a liberdade de citar alguns: o policial tenta o suicídio com alguns anzóis que ele engole e os puxa com toda força rasgando suas entranhas; a garota tenta o mesmo, mas num lugar diferente (tente imaginar aonde!!!). Um casal de pescadores nojentos pescam um peixe e fazem filés de sashimi e soltam o peixe ainda vivo de volta no lago (ele ainda voltaria mais tarde!!!!). Um cara cagando no lago e uma tomada digno de TUBARÃO de Spielberg (tente imaginar a cena) etc etc. Talvez possa parecer eaxgerado ou gratuito? Não para Ki Duk Kim. Tudo, absolutamente tudo (da história às cores dos quartos flutuantes) tem um significado para ele. Para nós, são apenas retalhos de uma mente obsecada pela violência entre humanos e animias... Ups... Alguma diferença? No filme nenhum. Tudo nivelado por baixo. Com tudo isso, A ILHA só poderia ser uma das produções mais indicadas para explusar seus pais da sala e curtir um filminho sozinho. Afina, melhor sozinho do que mal acompanhado, não é mesmo, Ki Duk Kim?

MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO 2004
Confiram no Japan Action (www.japanaction.cjb.net) a relação dos filmes japoneses que estarão sendo exibidos na mostra desse ano. Vale a pena!


 Escrito por Bakemon às 10h56
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Das antigas 7

Shinya Tsukamoto é um dos mais delirantes e excitantes diretores japoneses da atualidade. Seus filmes abordam o êxtase do inimaginável num retrato surreal, impactante, cáótico e sexy de uma sociedade quase que indescritível. Ele está sempre a um passo além de nossas mentes ordinárias, nos bombardeando com porradas visuais altamente lisérgicas. Foi assim com o clássico cyberpunk TETSUO, o grotesco GEMINI, o sensual SERPENTES DE JUNHO entre muitos outros. Mas hoje falarei especificamente de um curta metragem feito no início da carreira. THE GREAT ANALOG WORLD (aka Denshu Koze no Boken). Vamos ver se eu consigo descrever o filme: um nerd que nasceu deformado com um poste elétrico (!!!) em suas costas inventa um máquina do tempo e por acidente acaba parando num futuro caótico dominado por gangues de vampiros sanguinários. O homem poste e uma garota tentam então eliminá-los. Sentiu o drama? Nesse filme já podemos ter uma leve amostra do que o pequeno Tsukamoto nos reservava para o futuro. Camêras inquietas e uma edição desconcertante num ritmo alucinante que beira a insanidade. Analog World é um filme raro de se encontrar, mas se você quer conhecer um pouco mais o mundo de Tsukamoto procure nas locadoras o filme TÓQUIO PORRADA (inacreditavelmente lançado do Brasil em VHS). Não é o melhor filme dele, mas com certeza você terá a chance de conhecer um pouco mais desse gênio doente do cinema chamado Shinya Tsukamoto.

 Escrito por Bakemon às 10h56
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Das antigas 6

Depois de um tempo parado, aqui estou novamente para estracalhar os bons costumes cinematográficos e abrir mais uma página desse blog que tenta levar um pouco de alternativa às porcacheiras trazidas por Hollywood.
Outro dia tava vendo o noticiário na TV onde, pra variar, reportavam uma rebelião num presídio, só que desta vez uma feminina. Imediatamente me lembrei de alguns filmes celébres realizados por maníacos cineastas japoneses. O WIP japonês sempre foi um dos preferidos dos fãs e a prova disso são dois dos maiores expoentes do gênero naquele país: FEMALE CONVICT SCORPION JAILHOUSE 41 e DECAPITATION ISLAND.
Female Convict é o primeiro de uma série de filmes que retratam Sasori, uma prisioneira constatemente humilhada que tenta de tudo para vingar seus detratores. Nesse primeiro filme ela vai presa injustamente por um policial corrupto. Ela tenta de todos os jeitos escapar da prisão e matá-lo. A recíproca também é verdadeira. O policial contrata colegas de prisão para assassiná-la. Já Decapitation mostra uma ilha no meio do pacífico onde algumas criminosas são levadas para passar um tempinho junto com samurais nojentos e inescrupulosos, onde todas as tentativas de fuga são punidas com... A decaptação sem piedade! Engana-se quem acha que depois desse período prisional elas vão embora para o berço do lar. Esses samurais querendo ganhar um troco as vendem para mercadores para trabalharem como prostitutas.
Em ambos os filmes, as mulheres são expostas a humilhações, estupros, corrupção e a todo tipo de desgraça que qualquer filme do gênero deve ter obrigatoriamente. Em Female Convict, a personagem Sasori é vivida por Meiko Kaji. Se você não se lembra basta ouvir a trilha sonora de KILL BILL, a música tema de Female faz parte da trilha do filme de Tarantino e é cantada pela própria atriz.
É isso aí!


 Escrito por Bakemon às 10h56
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Das antigas 5

Cara, ZEBRAMAN era um dos filmes mais esperados por mim em 2004 por duas razões. A primeira, claro, Takashi Miike! Qualquer filme dele gera uma enorme expectativa. O segundo, por que o filme é uma paródia às séries de monstros japoneses que vem assombrando a garotada desde os anos 50. E eu, como não poderia deixar de ser, sou um grande adimirador desse gênero também. Se você prestar atenção, todas as referências estão lá: Ultraman, Ultra Seven, Kamen Rider, Kikaider etc. Tem até uma brincadeira com o RING. Mas serei sincero: esperava mais. Até entendo a situação do Miike em fazer uma produção um pouco mais leve. Mas com o perdão da comparação, comparo ZEBRAMAN a paródias americanas do tipo MIB ou MARTE ATACA. É claro que não podemos esperar algo como GOZU, FUDOH ou os dramas familiares como VISTOR Q ou até mesmo HAPPINES OF THE KATAKURIS. Mas se você ver bem, o filme poderia ser melhor explorado, até por que o tema é bem interessante. Em ZEBRAMAN, um professor medíocre cultua uma obscura série de TV chamada Zebraman, enquanto que sua esposa o trai, seu filho apanha dos colegas e sua filha ganha uns trocos como prostituta. A desgraça é total na vida do cara. Um dia ele resolve sair de casa vestido como seu herói e então começa a acontecer estranhos fenômenos que ele resolve encara. Veja bem, o filme não é ruim. É até bem engraçado. Mas sinto que faltou algo para poder dizer “esse é do Takashi Miike!”

 Escrito por Bakemon às 10h55
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Das antigas 4

Este fim de semana finalmente tive a oportunidade e o prazer de assitir ao tão falado filme coreano OLD BOY, do diretor sul-coreano Pak Chan-Wook, que abocanhou o Grande Prêmio do Juri em Cannes deste ano. Uma palavra só bastava para descrever esse filme: cabuloso! Mas preciso descrever mais! Pois o filme detona em todos os sentidos! A começar pelo excelente trabalho dos atores, principalmente do protagonista, vivido por Min-Sik Choi. O filme é tudo: denso, poético, pesado... Em OLD BOY, Oh Dae-su (Choi) é um cara normal que numa noite normal é sequestrado sem deixar pistas. E, durante 15 anos, fica apriosionado em um quarto sem contato com o mundo exterior. Certo dia, ele é libertado e resolve ir atrás da filha e dos responsáveis por essa brutalidade e descobre que alguns segredos devem permanecer em silêncio. Totalmente desorientado e sem sentido da realidade, Dae-su vai descobrindo toda verdade. É impossível ficar indiferente ao drama do cara. A violência é crua e bate na nossa cara sem pedir licença. O trabalho de câmera de Chan-Wook é destruidora! A cena da luta entre Dae-su e uma gangue em um corredor é algo perturbador e belo. Não deixe de ver esse filme de jeito nenhum!

BREAK-> Também assisti ao BADI, a versão turca do E.T. do Spielberg. Se os mesmos efeitos especiais (ainda bem!), o filme é um tosqueira sem limites! A história é idêntica – um plágio na cara dura! Mas o ET... Quanta diferença! Só para citar uma barbaridade, o ET tem como uma de suas armas mortais, um peido avassalador! É de chorar de tão ruim, mas ao mesmo tempo é de rir sem parar de tão maravilhoso e tosco é o filme!


 Escrito por Bakemon às 10h55
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Das antigas 3

Hoje falarei um pouco de um dos filmes de um dos diretores mais desgraçados-estúpidos-filhos-da-mãe-insanos e doente que conheço! Teruo Ishii!!! Com todo esses credenciais, ele só poderia ser um dos caras mais recomendados por esse humilde fã de cinema. Ishii foi um dos pioneiros da ficção científica na TV japonesa nos anos 50. Mas ele ficou conhecido mesmo em atrocidades visuais que colocam em cheque a pressão de qualquer metido a macho que diz que aguenta-de-tudo! Só para citar um de seus filmes “Sadismo de Shogun”, lançado no Brasil pela Top Tape (hoje uma peça rara), traz de uma maneira doentia e extremamente realista a história de um sádico shogun que quer eliminar todo e qualquer rastro do cristianismo e que abalasse a figura central do Imperador. Imagine você: pegar um condenado, cobrí-lo de farinha e assá-lo com um porco, fazendo dele um apetitoso milanesa a lá shogun! Ou ainda prender firmemente os braços de uma gueixa, enquanto que as pernas ficam amarradas a touros loucos para darem uma volta. O resultado? Posso dizer que o chão fica bem sujo... Esse é apenas a ponta do iceberg de um dos filmes mais podres que já vi. A cena final é arrepiante e nojenta! Um condenado fica preso no meio da rua para qualquer cidadão matá-lo a hora e da forma que quiser. Então aparece um bêbado com uma serra não muito afiada e corta a sua garganta... Lembrem-se: não é um filme de terror com monstros gosmentos ou serial-killers, mas sim um filme baseado em fatos verídicos que realmente aconteceram durante a brutal inquisição japonesa. Nhec!

 Escrito por Bakemon às 10h53
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Das antigas 2

Certo! Deu certo o teste! Beleza! Isso quer dizer que tenho que começar esse Blog com o pé diteito. Nada melhor que começar com um comentário de um dos filmes mais arrasadores que vi nos últimos anos: AUDITION, do genial Takashi Miike. Assisti a esse filme há uns dois anos atrás, mas assisti ele novamente quando na quarta-feira passada, Carlos Reichenbach exibiu-o na Sessão Dupla Comodoro, no Cine Sesc. Então foi inevitável relembrar o quanto chocante foi esse filme. É o Miike em plena forma! AUDTION mostra um viúvo produtor de filmes que monta falsos testes de atriz para escolher uma futura pretendente. No começo tudo bem. A escolhida é uma gata, meiga, carinhosa etc. Mas aos poucos ela revela ser uma maníaca depressiva que tem como passatempo preferido mutilar seus namorados, fazer deles seus bichinhos de estimação, colocá-los dentro de um saco plástcio e alimentá-los somente com leite! Sim! Ela também arranca fora a língua desses infelizes. Me lembro do final do filme – bárbaro ao extremo e em todos os sentidos. Carinhosa e meiga como sempre, a garota pratica uma sessão de mutilação usando uma corda de piano que dura cerca de 10 intermináveis minutos, perturbando ainda mais nosso cérebro, já frágil com os acontecimentos anteriores. Nossa senhora!!! Cara, não é o Jason ou o Freddy cortando bêbados adolescentes em meio a festas, mas sim, uma puta gata com uma voz suave... que, pode ser a sua namorada!!!!! Sim! Por que não? Me lembro de ficar mexendo minhas canelas várias vezes para ver se elas continuavam por lá! Se der, não deixe de ver esse filme, com certeza você vai pensar duas vezes antes de ficar pelado na frente de sua namorada e ter aqueles fetiches de ela te amarrar etc etc...

BREAK--> Esse fim de semana aluguei “Sobre Meninos e Lobos”... Caro Clint, que final chocho, hein? Logo você!!!! Tava indo tão bem, acho que o Dirty Harry tá fazendo falta a você...


 Escrito por Bakemon às 10h53
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Das antigas 1

Nesse meu primeiro post não poderia ser outro, senão de um teste! Por iso: testando post! Testando post! Testando post!
Em breve postarei comentários dos filmes japoneses e asiáticos mais cabulosos que assisto por aí! Nas profundezas das mentes mais perturbadas e de dos nervos mais aflorados surgem o Blog do Bakemon!!! Enquanto isso, visitem meu site sobre o cinema japonês "mais sério": www.japanaction.cjb.net . Viva Takashi Miike! Viva Teruo Ishii! Viva Nofifumi Suzuki! Até mais!


 Escrito por Bakemon às 15h05
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